Política Prefeitura se defende e diz que todos os templos religiosos podem funcionar em Salvador se seguirem as regras

29 de julho de 2020, às 19:02

A prefeitura de Salvador se pronunciou, nesta quarta-feira (29), sobre a adequação de terreiros de Candomblé ao protocolo de reabertura exigido pela administração municipal. A manifestação ocorre após o presidente da Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro-Ameríndia (AFA), Leonel Monteiro, reclamar que os terreiros ficaram de fora da retomada liberada para os templos religiosos da capital baiana.

Segundo a gestão municipal, todos os tipos de templos religiosos da cidade estão liberados para funcionar mediante os protocolos geral e específico, sem distinção. “Representantes de todas as religiões, inclusive, participaram das reuniões para a elaboração dos protocolos. Ou seja, a não reabertura de qualquer templo, em ocorrendo, se dá por livre vontade das suas lideranças”, disse a prefeitura.

Ela cita que o protocolo não menciona nenhuma religião diretamente, apenas define regras, como: horário dos cultos de segunda a sábado, das 10h às 20h, e domingos, sem restrição de horário; capacidade máxima de 50 pessoas por culto ou de 20% da capacidade máxima do salão de celebração, o que for maior; designar portas específicas para a entrada e saída dos frequentadores ou organizar o fluxo para evitar aglomerações; e colocar tapetes higienizadores na entrada de cada salão.

A administração municipal orienta que, ao iniciar os cultos, os líderes religiosos precisam reforçar a necessidade de cumprir todas as determinações dos protocolos, como o afastamento de 1,5m entre as pessoas e da obrigatoriedade do uso das máscaras durante toda a celebração.

São diversas as normas estabelecidas pela prefeitura para a liberação do funcionamento dos templos religiosos. Um dos problemas apontados por Leonel é que os cultos realizados nos terreiros são diferentes das atividades feitas em uma igreja cristã.

“Nossa de culto é diferente. Não existe uma pessoa no púlpito como nas igrejas. Não existem cadeiras que possibilitem o distanciamento social”, explicou o presidente da AFA. Além disso, a maioria dos terreiros possui uma área de atividade religiosa (barracão) muito reduzida, o que tornaria quase impossível manter o distanciamento social.

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