Brasil Lula está articulando ‘grande frente para garantir a vitória’ como presidente em 2022, diz sendor

21 de abril de 2021, às 08:32

Apesar de dizer que o Partido dos Trabalhadores ainda não definiu se terá candidatura própria e se Lula é quem disputará a Presidência da República nas eleições do ano que vem, o senador Humberto Costa (PT-PE) confessou que o ex-presidente tem conversado muitas personalidades políticas para que possa “construir uma grande frente que lhe garanta não só a vitória, mas as condições para fazer um bom governo”.

A declaração foi dada em entrevista ao BNews Agora, na Rádio Piatã FM, na noite desta terça-feira (20). Costa chegou a citar possíveis candidatos a presidente, como o governador Rui Costa, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, o governador do Ceará, Camilo Santana, e o próprio Lula.

Todos eles seriam capazes de enfrentar o presidente Jair Bolsonaro, mas a formalização da escolha só ocorrerá, segundo o senador petista, no ano que vem. O PT irá analisar se escolherá o caminho da renovação ou da ‘preservação, colocando o nome forte de Lula’.

Costa lembrou que o PT sempre teve uma boa relação com os partidos de centro. “Durante os governos de Lula e Dilma, tivemos apoio na base de sustentação de muitos partidos que hoje estão nesse perfil de centro, de centro-direita. Lula, em particular, sempre teve uma ótima relação com esses partidos e não terá dificuldade de construir um caminho juntamente com eles. O presidente está conversando com muitas personalidades políticas e poderá construir uma grande frente, que não só lhe garanta a vitória, mas as condições de fazer um bom governo, de ter uma bela sustentabilidade dos diversos partidos em um amplo espectro político”, destacou o senador.

Questionado sobre a possibilidade de perdoar a mancha do impeachment, que teria sido articulado pelo MDB, Costa desconversou e disse que o partido vai analisar tudo no momento adequado. “Não vale à pena antecipar nesse momento. O mais importante agora é enfraquecer Bolsonaro. Ele representa o mal com a política de ódio, de morte, de falta de cuidado e incompetência. Achamos que isso deve ser o centro agora. Depois discutimos aspectos eleitorais”, finalizou.

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