Entrevistas Entrevista: Roberto Passos rasga elogios a Evaristo de Macedo

12 de maio de 2020, às 11:04

O ex-supervisor de futebol do Bahia, Roberto Passos, concedeu entrevista exclusiva para a equipe dos Galáticos nesta segunda-feira (11). O profissional falou sobre a história no clube desde atuações nas divisões de base e rasgou elogios ao ex-treinador Evaristo de Macedo, campeão brasileiro pelo Bahia em 1988.

“Eu e o meu irmão, Ronaldo (Passos), chegamos no dente de leite do Bahia, em 1972. Fomos treinar na base. Ronaldo chegou treinando de zagueiro, ele sempre quis ser jogador de linha, sabia jogar e jogava bem, só que não foi aprovado no primeiro teste”, disse.

“Nós já tínhamos sido campeões de futsal e eu cheguei para o velho Delmar Santana e disse ‘olha, ele é goleiro’. Ele aceitou. Graças a Deus eu fiz um bem enorme para ele e para o Esporte Clube Bahia”, explicou Roberto.

“Eu joguei todas as categorias, cheguei até a fazer contrato profissional em 79, mas naquela época não se valorizava tanto a base como hoje, nos dias de hoje eu realmente pensaria diferente”, continuou.

Passos lembrou dos trabalhos realizados quando atuava na supervisão de futebol do Bahia e falou sobre a contribuição para revelar diversos atletas para o futebol mundial.

“Fiquei quase três anos coordenando, Bobô era superintendente. Fizemos um trabalho brilhante, conquistamos muitos títulos, revelamos muitos jogadores e tínhamos uma comissão técnica fantástica, com Marcelo Chamusca, Carlos Amadeu, Nelson Góis, Charles Fabian”, contou Roberto.

“Começamos a ganhar títulos e revelamos jogadores. Um deles é o Daniel Alves, mas tivemos muitos. Ávine, Cícero, Bruno Cesar, muitos jogadores que naquela fase foram revelados”, destacou.

Questionado sobre o melhor treinador com quem já trabalhou, Roberto não ficou em cima do muro. O profissional rasgou elogios ao técnico Evaristo de Macedo e lembrou de outras figuras que passaram pelo Bahia.

“Eu tive um prazer enorme de lidar com muitos grandes treinadores. Eu não sou de ficar em cima do muro, mas tive o prazer de trabalhar com o maior de todos, Evaristo de Macedo, mas não posso deixar de destacar alguns como o próprio Arturzinho, numa época dificílima e nós conseguimos subir para a Série B, o meu amigo Márcio Araújo, que te digo com sinceridade, começamos o ano com Renato Gaúcho e o Grêmio levou, parece que foi muita sorte”

“Eu fiquei surpreso que não conhecia o Márcio como treinador
e quando souberam que ele vinha, Fernando e Jael foram na minha sala pedir para trazer. Também não posso deixar de destacar o Vadão, mas o Evaristo foi o maior de todos”, contou.

Passos lembrou do trabalho realizado pelo treinador Mauro Fernandes, que assumiu o Baia em 2006, quando a equipe disputava a Série C do Campeonato Brasileiro.

“Eu me dei muito bem com todos, mas tive alguns probleminhas com o Mauro Fernandes, ele queria extrapolar o limite de ação dele e eu não permitia. Não foram grandes problemas, mas não tive uma relação tão boa quanto tive com os outros”.

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