Brasil Base de Bolsonaro no Congresso evita, ainda, se posicionar sobre 2022

13 de junho de 2021, às 10:37

A base de sustentação do atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Congresso está abalada. Com a entrada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial, fica estremecida a tentativa de Bolsonaro de manter intacto seu entorno, enquanto alguns governistas cogitam pular para o lado petista no próximo ano de eleições.

Uma terceira via é almejada pela maioria, mas já descartada por vários, com o pensamento de que não tem se mostrado provável até agora. Os deputados Cacá Leão (PP-BA) e Marcelo Aro (PP-MG), por exemplo, integram o PP, partido está na linha de frente da defesa e da sustentação política a Bolsonaro, ainda se mostram indecisos em relação a 2022. Ambos afirmam ser preciso ainda analisar o cenário para haver uma definição entre Bolsonaro e Lula.

Nos bastidores, parlamentares acreditam em um apoio público a Lula apenas no início do ano que vem, já que os congressistas ainda precisam dos cargos federais e das verbas extras do Orçamento para direcionar a seus redutos eleitorais e manter as chances de eles próprios se reelegerem.

Entretanto, o PSD de Gilberto Kassab já vem em um processo de afastamento de Bolsonaro e dá sinais de que, se não houver um fortalecimento de um terceiro nome, pode declarar apoio ao PT. O mesmo pensa o deputado Neucimar Fraga (PSD-ES), um dos vice-líderes do blocão de apoio ao governo. Segundo ele, a alternância de poder entre esquerda e direita é saudável. Pois o primeiro investe em saúde, educação e infraestrutura, e o segundo os últimos são responsáveis por sanear as contas públicas para possibilitar que esse investimento ocorra.

Nos bastidores, dirigentes partidários dizem que Valdemar da Costa Neto, o principal cacique do PL, é, um dos comandantes das siglas do centrão, o que mais tem intenção de levar o partido para a candidatura de Lula até o primeiro semestre de 2022.

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, afirma que a situação de Bolsonaro está desconfortável. O atraso em prorrogar o auxílio emergencial e a lentidão na retomada econômica se juntam aos erros e omissões no combate à Covid-19.

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