Brasil Eduardo Bolsonaro desiste da indicação para embaixador do Brasil nos EUA

23 de outubro de 2019, às 11:48

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) anunciou na noite desta terça-feira (22) a desistência da intenção de ocupar o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos. O anúncio foi feito no plenário da Câmara, durante a votação do acordo que permitirá o uso da Base de Alcântara, no Maranhão, pelos EUA.

O filho do presidente Jair Bolsonaro, ao fazer o discurso, citou o caso do ex-embaixador Tilden Santiago, indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003 para a embaixada do Brasil em Cuba, ressaltando o fato dele ter sido indicado após perder a eleição para o Senado.

“Embaixador é alguém que representa o Brasil no exterior. E, se um político que não conseguiu se eleger foi representar todo o conjunto dos brasileiros no exterior, o que dizer então o deputado mais votado da história do país? Certamente não me faltaria legitimidade, e isso é um fato que depende de interpretações”, disse.

O parlamentar, que assumiu a liderança do PSL na Câmara nesta semana, disse também que permanecerá no Brasil para “defender os princípios conservadores”. Na segunda-feira (21), seu pai disse preferir que o filho permaneça no Brasil para “pacificar” o PSL e apontou Nestor Forster, embaixador interino em Washington e ligado ao astrólogo Olavo de Carvalho, como provável nome a ser indicado ao posto.

Bolsonaro manifestou intenção de indicar o filho para a embaixada pela primeira vez em julho. O governo, porém, jamais obteve a garantia de que teria votos suficientes de senadores, que devem fazer uma sabatina para avalizar o postulante ao cargo, para aprovar a indicação.

No Japão, o presidente da República comentou o assunto, parabenizando-o pela decisão. “Existiu a possibilidade de eu indicá-lo para o Senado, não estava nada garantido, dependeria de uma sabatina”, disse.

“Vinha conversando com ele e, a partir do momento em que ele aceitou ser líder do partido, ele agora tem uma tremenda responsabilidade lá no Brasil. Então, parabéns a ele por essa decisão. E quem sabe, no futuro, a gente volte a esse assunto? Mas eu acho que, pelo menos no próximo ano, não se discute esse assunto”, concluiu.

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